STF inicia nesta quarta julgamento do último capítulo do mensalão
Após dois meses e meio de julgamento, a análise dos 37 réus do processo do mensalão entrará em sua fase final na tarde desta quarta-feira (16) com o início da apreciação do item 2 da denúncia da Procuradoria-Geral da República, que trata sobre a suposta formação de quadrilha. Entre os acusados de cometer o crime estão o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e ex-dirigentes do PT.
Antes de iniciar o capítulo final da ação, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá coletar os três votos que restam para fechar o tópico sobre a lavagem de dinheiro. Faltam se manifestar os ministros Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente do STF, Carlos Ayres Britto.
Logo em seguida, o relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, começará a leitura de seu voto sobre a acusação de que 13 réus teriam se associado no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o suposto objetivo de cometer delitos.
Além de Dirceu, respondem pelo crime de formação de quadrilha o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, Marcos Valério, seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, as funcionárias das agências de publicidade mineiras Simone Vasconcelos e Geiza Dias, e a antiga cúpula do Banco Rural (Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinicius Samarane e Aynna Tenório).
O ex-secretário-geral do PT Silvio Pereira também havia sido denunciado pelo crime, no entanto, ele fez acordo com o Ministério Público e foi retirado do processo em troca da prestação de serviços comunitários.Segundo o Ministério Público, foi demonstrado nos autos do processo o "vínculo subjetivo" entre os 13 acusados. Os procuradores da República afirmam na denúncia que foram realizadas "inúmeras" reuniões nas quais, "aparentemente", decidiu-se como seriam realizados os repasses de "vultosas" quantias em espécie.
Nos encontros, destacam os responsáveis pela acusação, foram definidos quem seriam os beneficiários das propinas, os valores a serem transferidos a cada um, além da fixação de um cronograma para os repasses.
A expectativa no tribunal é que a manifestação de Barbosa se estenda, pelo menos, até o intervalo da sessão desta quinta (18). Na sequência, votará o revisor da ação penal, ministro Ricardo Lewandowski. O magistrado afirmou nesta terça (16) que seu voto não chegará a consumir uma sessão. "Meu voto será rápido porque os fatos já estão todos delineados", ressaltou.
A rodada de votação dos outros oito ministros da corte deverá ter início na próxima segunda (22), contudo, não há previsão de quando a fase de votos será concluída.
Encerrado o julgamento dos réus, os ministros ainda terão de definir o tamanho das penas de cada um dos condenados, a chamada dosimetria. Ao todo, 25 dos 37 réus do processo do mensalão já sofreram condenações na análise de seis itens: desvio de recursos públicos, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção entre partidos da base, corrupção ativa e evasão de divisas.
Famílias chefiadas por mulheres são 37,3% do total no país, aponta IBGE
O percentual de famílias chefiadas por mulheres no país passou de 22,2% para 37,3%, entre 2000 e 2010. Segundo novos dados do Censo Demográfico de 2010, divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também aumentou o número de mulheres solteiras com filhos e o percentual de casais sem filhos.
Para o IBGE, é responsável pela família a pessoa reconhecida como tal pelos demais membros do lar. Conforme o levantamento, mais da metade dos responsáveis (56,8%) tinha entre 30 e 54 anos em 2010. O estudo diz ainda que 48,6% se declararam de cor branca, 41% eram de cor parda e 8,9% disseram ser de cor preta.
Os dados mostram ainda que as mulheres têm chefiado mais famílias mesmo quando possuem marido. Nesses casos, houve um aumento percentual de 19,5% para 46,4%, entre 2000 e 2010.
Segundo o IBGE, esse aumento se deve a uma "mudança de valores relativos ao papel da mulher na sociedade e a fatores como o ingresso maciço no mercado de trabalho e o aumento da escolaridade em nível superior, combinados com a redução da fecundidade".
No mesmo período, caiu de 77,8% para 62,7% o percentual de famílias que têm um homem como responsável. Quando há a presença de cônjuge, também houve queda, de 95,3% para 92,2%.
Na maioria dos casais, responsáveis e cônjuges possuem algum tipo de rendimento (62,7%), independentemente do sexo. Já quando a mulher é responsável, em 66,4% dos casos ambos têm algum rendimento, contra 61,6% quando o homem é responsável. Isso significa que, quando a mulher é responsável pelo lar, é menor a proporção de homens que contribuem com a renda familiar.
Entre as famílias com responsabilidade feminina, em 21,2% a mulher responsável não tem rendimento, só o cônjuge. Esse percentual é de 5% nas famílias sob a responsabilidade do homem e 8,7% entre ambos.
O Censo também traz dados sobre a responsabilidade compartilhada, que foi verificada em 34,5% dos domicílios ocupados por apenas uma família (15,8 milhões).
Casais sem filhos
Ainda conforme o IBGE, houve aumento de casais sem filhos (com ou sem parentes no convívio), que passaram de 14,9% para 20,2% do total de famílias brasileiras. Os números significam que um a cada cinco casais brasileiros não tem filhos. No mesmo período analisado, os casais com filhos caíram de 56,4% para 49,4%.
Entre outros fatores, o IBGE credita a evolução a "mudanças na estrutura da família, maior participação da mulher no mercado de trabalho, baixas taxas de fecundidade e o envelhecimento da população".
Também avançou o número de famílias onde os filhos vivem só com a mãe solteira (de 11,6% para 12,2%, entre 2000 e 1010). Aqueles que vivem só com o pai passaram de 1,5% para 1,8%. Essas famílias são compostas por quem teve seus filhos sem contrair matrimônio ou retornou à casa dos pais por motivo de separação ou divórcio, diz o IBGE.
Entre as famílias que dividem um mesmo domicílio, a maioria é de mulheres solteiras com filho (53,5%), seguida de casais com filhos e casais sem filhos, representando cerca de 91% do total de famílias que convivem entre si. Já as famílias reconstituídas, formadas após a separação ou morte de um dos cônjuges, representavam 16,3% das formadas por casais
Cantor Leonardo diz que filho Pedro voltou a ensaiar: 'toca violão e canta'
Quase seis meses após um grave acidente automobilístico, o cantor Pedro Leonardo voltou a ensaiar. A informação é do pai do artista, o sertanejo Leonardo. Ele falou ao G1 na noite de terça-feira (16), quando prestigiou o espetáculo AbraKdabra, no Circo Tihany, em Goiânia, e afirmou: "Pedro está ensaiando, tocando violão, cantando e dirigindo. Está cada vez melhor".
Acompanhado da mulher, Poliana Rocha, do filho José Felipe, de 14 anos, e amigos, o ídolo sertanejo falou sobre a recuperação de Pedro. Segundo Leonardo, uma das principais atividades de fisioterapia do filho é, justamente, tocar violão. "Ele tinha uma dificuldade na mão direita e o violão está fazendo com que ele desenvolva muito a mão direita", explicou.
Pedro, que faz dupla com o primo Thiago, também tem gostado de cantar com os primos e com o irmão José Felipe. "A voz dele está perfeita, já voltou ao normal", garante Leonardo.
O sertanejo contou que o filho "ainda não está 100%", mas tem feito tratamento regularmente no Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), em Goiânia. O jovem, segundo o pai, voltou a dirigir carros, mas apenas dentro das dependências do Crer.
Sobre a rotina do filho, o sertanejo contou que almoça com Pedro duas vezes por semana. Mas o jovem sai pouco em público, por recomendações médicas: "ele não está totalmente liberado". O artista goiano preferiu não dar uma data para um retorno do filho aos palcos. "Será o mais breve possível", afirmou.
Obrigado pela audiência
Todas as informações são do G1

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