3 de set. de 2012

Falando Sério











STF condena João Paulo Cunha por mais um crime: lavagem de dinheiro



O julgamento do mensalão entrou em uma nova etapa na quinta-feira (30). Começaram a ser analisadas as acusações de crime de gestão fraudulenta do Banco Rural e ontem o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, foi condenado por mais um crime: lavagem de dinheiro.
Nesta segunda fase do julgamento, estão sendo julgados réus que eram dirigentes do Banco Rural na época do mensalão. Segundo o Ministério Público, eles teriam simulado a concessão de empréstimos para as empresas de Marcos Valério. Já o voto do ministro Ayres Britto, encerrou a primeira fase do julgamento.
O presidente do Supremo Tribunal Federal acompanhou o voto do relator. O ministro Ayres Britto disse não ter dúvidas dos atos de corrupção praticados pelo ex-presidente da câmara, João Paulo Cunha, e por Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil.
“As posições funcionais ocupadas por João Paulo cunha e Henrique Pizzolato na Câmara dos Deputados e no Banco do Brasil, respectivamente, foram decisivamente utilizadas para beneficiar ilicitamente as empresas do grupo de Marcos Valério”, afirmou Ayres Britto, ministro.
Com o voto de Ayres Britto, João Paulo Cunha foi condenado por um terceiro crime: lavagem de dinheiro. Ele já havia sido condenado por corrupção passiva e peculato. No mesmo caso, Marcos Valério e os sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach foram condenados. O Supremo absolveu João Paulo Cunha de uma das acusações de peculato.
No caso envolvendo o Banco do Brasil, todos os ministros votaram pela condenação do então diretor de marketing, Henrique Pizzolato. Ele foi condenado ainda por lavagem de dinheiro, neste caso, o supremo condenou Marcos Valério e os sócios por corrupção ativa e peculato. O ex-ministro Luis Gushiken foi absolvido por unanimidade.
Terminada essa fase do julgamento, o ministro-relator, Joaquim Barbosa começou a analisar a participação de quatro réus ligados ao Banco Rural. De acordo com a acusação, o banco liberou R$ 32 milhões para o esquema por meio de falsos empréstimos.
Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Ayanna Tenório e Vinicius Samarane, teriam simulado empréstimos para empresas de Marcos Valério e para o PT. Segundo o Ministério Público, o dinheiro foi usado para abastecer o mensalão.
O ministro Joaquim Barbosa afirmou que os dirigentes do Banco Rural fraudaram documentos e manipularam dados para autorizar empréstimos em condições de risco, e ainda desrespeitaram normas do Banco Central. Na avaliação do relator, o banco não tinha interesse em receber o dinheiro emprestado.
“Verifica-se que na realidade como bem ressalta a acusação em suas alegações finais: ‘o rural só decidiu cobrar os valores, objeto dos empréstimos, após a divulgação do escândalo pela imprensa. E assim agiram porque os empréstimos não deveriam ser pagos, pois materialmente não existiam até os fatos se tornarem públicos, na ausência dos valores não houve qualquer interesse do rural em cobrá-los’”, afirma.
A direção do Banco Rural declarou que os empréstimos às empresas de Marcos Valério foram periciados pela Polícia Federal e considerados verdadeiros. E que não foram concedidos originalmente pelos executivos que respondem ao processo.
Com o resultado do julgamento, o deputado petista João Paulo Cunha desistiu da candidatura a prefeito de Osasco, cidade de São Paulo.

Obrigado pela audiência !
 
@Antony_Carlos (twitter)
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário