Contra a degola, Assunção pede Verdão jogando como time pequeno
Com técnico novo, o Palmeiras tenta encontrar um caminho para fugir do rebaixamento. O time até se isolou em um resort em Itu para repensar o que levou o Verdão à 19ª posição do Campeonato Brasileiro, com apenas 20 pontos em 25 rodadas. No retiro, o capitão Marcos Assunção aponta a saída para a equipe sair dessa situação incômoda: jogar como time pequeno.
- Se nós realmente quisermos que o Palmeiras não vá para a segunda divisão, temos de mudar, jogar muito mais e com tranquilidade. Temos de jogar como time pequeno. Não adianta atacar o tempo todo e deixar espaço. Vamos ficar fechados e fazer gol nas oportunidades que tivermos. É ficar na retranca e ter atenção - disse o volante.
O Alviverde tem uma difícil missão. A equipe está a oito pontos do Flamengo e do Coritiba, primeiros times fora do Z-4. Segundo o matemático Tristão Garcia, o Palmeiras tem 92% de chances de ser rebaixado. Para Marcos Assunção, o remédio contra essa crise é trabalhar ainda mais, já que, se jogar na retranca, o Verdão não poderá desperdiçar suas poucas oportunidades de gol.
- Se eu cobrava 20 faltas no treino, agora cobrarei 30, porque, no jogo, tenho de fazer o gol na primeira falta que tiver a oportunidade de cobrar, porque não sei se terei outra chance. Se nós não trabalharmos mais, não tivermos mais vontade, não vamos sair dessa situação. Só depende da gente. Vamos dar a vida para sair dessa situação – disse o jogador.
Depois da saída do técnico Luiz Felipe Scolari, o Verdão acertou com Gilson Kleina. Contratado na manhã de quarta-feira, ele teve seu primeiro encontro com o elenco à noite e comandará seu primeiro treino na tarde desta quinta-feira. Assunção, porém, minimiza a injeção de ânimo pela chegada do novo chefe e coloca a responsabilidade sobre os ombros dos jogadores.
- Vamos ter a ajuda dele nos orientando, mas não adianta sair e entrar treinador se os jogadores não quiserem. Somos nós que entramos em campo e que precisamos trabalhar mais para sair da zona de rebaixamento. Pode vir qualquer tipo de treinador, poderia ser Falcão, Luxemburgo, Leão. Nada adianta se não entrarmos em campo com mais vontade - disse o capitão, que confia em seu elenco.
- Precisamos estar motivados. Eu não desisto fácil. Espero que possamos deixar para trás tudo que passou. Espero que possamos fazer tudo perfeito para a coisa fluir nesses últimos jogos. Enquanto houver o mínimo de chances, eu confio no Palmeiras. Tenho certeza de que meus companheiros pensam da mesma maneira - disse Assunção.
Com informações do G1 - http://g1.globo.com/
Com gol no fim, Brasil vence Argentina de virada e "salva" Mano
A Seleção Brasileira não jogou bem, tomou um susto no primeiro tempo e até foi vaiada pela torcida presente no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Mas no final conseguiu vencer a Argentina por 2 a 1, de virada, pelo Superclássico das Américas, nesta quarta-feira. Neymar foi quem diminuiu a pressão sobre o treinador Mano Menezes, com um gol de pênalti convertido aos 48min do segundo tempo. Dessa forma, o Brasil vai ter a vantagem do empate no jogo de volta, que será na casa dos argentinos, em Resistência, no dia 3 de outubro.Após vitória no sufoco contra África do Sul, o Brasil até goleou a China por 8 a 0, mas o jogo desta quarta mostrou que Mano continua sob pressão como treinador da Seleção. Ele viu a torcida apoiar o público no começo, mas no segundo tempo teve que aguentar vaias, pedidos para que Felipão retorne e até o já tradicional "adeus, Mano". Isso só foi aliviado no fim, já que o gol de Neymar fez o público trocar as vaias pela festa e salvar o técnico de ouvir mais ofensas após o apito final.Em campo, mais uma vez a Seleção Brasileira enfrentou um adversário que jogou recuado desde os primeiros minutos. A Argentina ficou atrás e esperou o Brasil atacar. Mas o time de Mano Menezes pouco fez no começo, sequer assustou o goleiro Ustari e acabou sofrendo o pior susto: aos 19min, na primeira vez que chegou ao ataque, a Argentina abriu o placar com Martínez, do Corinthians. Ele tabelou com Clemente Rodríguez e chutou forte para balançar a rede.Porém, isso não mudou o andamento do jogo. O Brasil continuou a ter mais posse de bola e logo conquistou o empate: aos 25min, após cobrança de falta de Neymar, Paulinho cabeceou para o gol. O volante do Corinthians estava impedido, mas a arbitragem nada marcou e os brasileiros festejaram. E apesar de continuarem pressionando, não conseguiram mais chegar perto do gol no primeiro tempo.O segundo tempo começou tão lento quanto o primeiro, com poucos momentos de destaque. Um deles foi a falta sofrida pela Argentina que quase foi pênalti. Porém, perto da área, Maxi Rodriguez cobrou em cima da barreira. No Brasil o principal lance aconteceu com Lucas, que aplicou um belo drible e fez Martínez dar um carrinho no vácuo aos 10min. Mas na prática o Brasil dependia dessas jogadas individuais para criar alguma jogada.Mano Menezes fez sua primeira alteração apenas aos 17min, quando colocou Thiago Neves no lugar de Jadson. E logo o meia do Fluminense mostrou trabalho, pois cruzou da esquerda e por pouco o Brasil não aproveitou falha de Ustari. Ainda houve também um gol anulado da equipe nacional, já que Paulinho estava impedido quando chutou para o gol, aos 26min. O volante do Corinthians, aliás, foi um dos poucos destaques do Brasil nos minutos finais. Aos 38min, ele fez bom cruzamento pela direita, mas Neymar chutou em cima da defesa. O atacante santista fazia má partida até que Leandro Damião foi empurrado por Desábato. O argentino ainda colocou a mão na bola, e o árbitro viu pênalti. Neymar partiu para a cobrança com segurança, decretou a vitória do Brasil e aliviou a pressão sobre Mano.
Com informaçãoes do Terra - http://esportes.terra.com.br/futebol/copa/2014/noticias/0,,OI6167010-EI18776,00-Com+gol+no+fim+Brasil+vence+Argentina+de+virada+e+salva+Mano.html

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