23 de mai. de 2012

Jornal do Almoço




Com greve no Metrô e CPTM, cidade tem mais de 200 km de filas


Índice é recorde histórico no período da manhã na capital paulista.
Rodízio de veículos está suspenso em função da greve do Metrô e CPTM.



A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 249 km de filas em São Paulo às 10h desta quarta-feira (23), novo recorde de lentidão pela manhã. Ao longo desta quarta, a cidade vem registrando sucessivos recordes históricos de lentidão por causa da greve do Metrô e da CPTM que afeta usuários em toda a região metropolitana. Às 9h30, o índice era de 227 km. O recorde anterior foi registrado no dia 27 de abril: 168 km.
A decisão do Sindicato dos Metroviários de São Paulo de optar pela paralisação ocorreu após uma audiência com representantes do Metrô que terminou sem acordo nesta terça-feira (22). A Justiça do Trabalho determinou, no entanto, que o sindicato dos Metroviários mantivesse 100% da frota funcionando durante os horários de pico e 85% nos demais horários e proibiu a liberação das catracas. O sindicato terá que pagar multa de R$ 100 mil diários por descumprimento da decisão. Os horários de pico são das 5h até as 9h e das 17h às 20h.
Os metroviários reivindicam 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% no vale-refeição, além de equiparação salarial, 36 horas semanais, periculosidade sobre todos os vencimentos, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde acessível para os aposentados e reintegração dos demitidos em 2007. Durante a audiência desta tarde, a companhia propôs reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços (IPC) e aumento real de 1,5%. A desembargadora propôs reajuste pelo INPC mais 1,5% de aumento real.

Falsa grávida de interior de SP pagará R$ 4 mil a dona de ultrassom


Pedagoga teria usado exame de uma catarinense para provar gravidez.
Audiência ocorreu em Blumenau (SC); valor será parcelado em 5 vezes



Em audiência de conciliação realizada na segunda-feira (21) em Blumenau (SC), foi decidido que a pedagoga Maria Verônica Vieira, de 25 anos, moradora de Taubaté (SP), que simulou estar grávida de quadrigêmeos, pagará R$ 4 mil de indenização para a administradora de empresas Ana Paula Alves, de 29 anos. Para simular a falsa gravidez, Verônica teria usado um ultrassom da catarinense, que entrou na Justiça com ação por danos morais em março.
De acordo com o advogado de Verônica, Enilson de Castro, houve acordo entre as partes para chegar a esse valor, no Juizado Especial Cível, em Blumenau. “A conversa foi bastante emocional. Expliquei o que houve com profundidade com a Verônica, levei documentos médicos mostrando os problemas psiquiátricos dela e isso foi suficiente para convencer a Ana Paula de que realmente isso foi uma fatalidade que acabou tendo essas consequências todas. Eles conseguiram entender que foi em razão do problema de saúde dela que tudo aconteceu”, disse.
No começo do ano, a notícia de que Maria Verônica estava esperando quadrigêmeos foi destaque na imprensa de todo o país. Mas, dias depois, o advogado da mulher afirmou que tudo não havia passado de uma farsa.
Castro afirmou que Verônica passa por problemas financeiros por estar desempregada e a família depende atualmente só da renda do marido, Kléber Eduardo Vieira. “Esse foi o valor possível de se pagar”, diz. O valor será pago em cinco parcelas de R$ 800. Para o advogado, com o acordo, evitou-se de se seguir para Blumenau mais vezes, e tudo foi resolvido na primeira audiência.
Segundo ele, o casal devolveu e doou todos os presentes recebidos por causa da falsa gravidez para "passar uma borracha no caso”. “Devolveram para quem se manifestou e o resto foi tudo para instituições de caridade”, disse.
De acordo com o Castro, o que aconteceu com Verônica foi consequência de uma “perturbação da saúde mental, um processo que veio vindo há cinco anos”.


Agricultores invadem prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília


Cerca de 150 manifestantes ameaçaram os vigilantes com pedras, diz PM.
Protesto, segundo os agricultores, é contra a lentidão na reforma agrária.



Agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) invadiram no início da manhã desta quarta-feira (23) o prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
De acordo com a Policia Militar, cerca de 150 manifestantes ameaçaram os vigilantes com pedras e tijolos e ocuparam o prédio. Durante a invasão, os manifestantes quebraram a porta de entrada do ministério.
O protesto, segundo os agricultores, é contra a lentidão na reforma agrária e no socorro das vitimas que sofrem com a seca nas regiões Sul e Nordeste.
A polícia tenta controlar a situação, mas informou que já pediu reforços porque policiais teriam ouvido pelo rádio que mais dois ônibus com manifestantes estariam se dirigindo para o ministério.


'Cadeia é para punir, neutralizar e reinserir'

Policial militar não deve guardar preso. Ele não é formado para isso. Não está capacitado para isso. Também não é papel da Polícia Civil. Deveria ser um agente penitenciário. A Polícia Civil conseguiu se livrar dos presos do Rio Grande do Norte em 2009 e os presos foram para os quartéis da polícia. O policial vai à rua, faz a ronda e depois volta para tomar conta dos presos.
Este não é um problema apenas do Rio Grande do Norte. É um problema de todo o país. São 500 mil presos para 300 mil vagas.
Em 1824, na Constituição do Império, foi determinado que mulheres e homens fossem separados nas delegacias, nas prisões. Até hoje isso não é cumprido no Rio Grande do Norte.
A cadeia é para punir, neutralizar e reinserir. Esse é o objetivo da cadeia



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