27 de fev. de 2012

FALANDO SÉRIO





Lei da Palmada



Sou contra a lei e entendo esta como um grande equívoco. Devo, de antemão, dizer que sou contra a violência contra as crianças, contra o espancamento, mas não contra a palmada. Existem no estatuto da criança e do adolescente (ECA), leis punitivas contra agressões a uma criança. Pais que não sabem diferenciar um espancamento de uma palmada devem no mínimo, repensar sua condição de cuidadores.
A palmada serve para sinalizar a criança a informação mais importante de sua educação e da sua existência, o "não". O limite é dado diante da negação e algumas vezes, a compreensão, o ensinamento acontece atrelada a uma dor, seja física ou emocional. A palmada deve ser associada à palavra para que a criança compreenda que ela não pode fazer determinadas coisas. A palmada muitas vezes complementa a palavra que não é assimilada pela criança. Sou a favor da palmada com explicação, revelando ao filho que existe um "não". Logicamente que o aspecto negativo da palmada é o uso banalizado. Os pais devem se policiar, pois são os interlocutores da educação e reparem que insinuo que a palmada é um instrumento, um recurso que deve ser utilizado em momentos pontuais: birra, teimosia e por ai vai. O diálogo deve ser considerado o principal vínculo entre pais e filhos.
Não quero fazer apologia à palmada, mas critico a desproporção de adultos que violentam a infância. A infância é o momento de pleno desenvolvimento e que conduzirá e moldará o comportamento, as escolhas e a postura da criança. Tantos exemplos vemos hoje de crianças sem educação nenhuma, que não cumprimentam os outros, que xingam, que desrespeitam outros crianças, adultos e até mesmo os próprios pais. São os mesmos adolescentes que se agridem, agridem professores, os pais e por ai vai. Proibir uma palmada é infantilizar uma sociedade.
A prerrogativa de que uma criança que recebe uma palmada se tornará um adulto violento, me parece pouco consistente, pois, não conheço criança violenta por causa de uma palmada, mas sim porque era espancada e apanhava violentamente de um adulto.
Não tenho dúvidas que os idealizadores da lei são bem intencionados, mas a intenção não é ser bondoso, mas educativo. Uma lei como esta desautoriza os pais, a mesma autoridade que foi corrompida e se esvaiu em decorrência destes mesmos pais que em algum momento foram negligentes com seus filhos. Na verdade, proibir uma palmada é uma maneira de sustentar a culpa da falha


OBRIGADO PELA AUDIÊNCIA !

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