13 de fev. de 2014

Papo de Boleiro




Moacir e Victor Ferraz disputam vaga na lateral direita para estreia do Coxa

Dado Cavalcanti ainda não escolheu quem vai ocupar o setor na sexta-feira, quando o Coritiba estreia com o grupo principal no Campeonato Paranaense
A grande dúvida do treinador Dado Cavalcanti para a lateral direita, na estreia da equipe principal do Coritiba no Campeonato Paranaense, está sobre Moacir e Victor Ferraz. O primeiro jogo no estadual, com força máxima, está marcado para sexta-feira, às 19h30m, no Estádio Couto Pereira.
Durante o treinamento realizado na terça-feira, no CT da Graciosa, quem começou entre os titulares foi Victor Ferraz, enquanto Moacir foi opção para a segunda parte da atividade. O certo é que o técnico do Coxa pretende observar os jogadores até os treinos de quinta-feira, quando define a equipe que entra em campo na sexta rodada do estadual. 
- São jogadores que estão disputando posição no momento. O treino teve como objetivo fazer alguns giros até a definição de quem vai começar o campeonato. Costumo dizer que não existe cadeira cativa na minha equipe. Vai depender muito do momento de cada jogador, do que cada um pode apresentar e das características individuais. São dois jogadores qualificados e diferentes, o Moacir usa um pouco mais o lado do campo, enquanto o Victor utiliza mais por dentro, mas são atletas que eu posso escalar e sei que o Coritiba estará bem servido – explicou Cavalcanti.
Moacir foi contratado no início do ano, tem passagens por Sport e Corinthians, e se destacou no Paraná Clube. Aos 27 anos, o ala assinou com o Coritiba até o final de 2014. Já Victor Ferraz chegou ao clube no começo de 2014 e teve bom início, mas, devido a uma queda de rendimento, perdeu posição para o volante Gil e ficou na mira de clubes como Corinthians e Atlético-MG.
O provável time que entra em campo na primeira partida do grupo principal deve ser formado por Vanderlei; Victor Ferraz (Moacir), Leandro Almeida, Luccas Claro e Carlinhos; Junior Urso, Gil, Germano e Alex; Roni e Deivid.


Miguel Ángel diz que vitória sobre The Strongest na estreia é fundamental

Técnico do Atlético-PR espera jogo difícil na noite de quinta-feira e compara estreia na fase de grupos com partidas da pré-Libertadores
O técnico do Atlético-PR, Miguel Ángel Portugal, aponta uma vitória no jogo contra o The Strongest como fundamental para o clube ir longe na Libertadores. Apesar de ser apenas a primeira das seis rodadas da fase de grupos, o comandante rubro-negro avalia que os três pontos diante do time boliviano, na noite de quinta-feira, encaminhariam a classificação em um grupo que também tem o peruano Universitario e o argentino Vélez Sarsfield.
- É uma partida tão importante quanto a partida contra o Sporting Cristal (na pré-Libertadores) ou até mais porque, para a classificação do grupo, é muito importante ganhar essa partida. Ganhando, damos um passo muito grande. São três pontos muito importantes.
Na fase preliminar, os comandados de Miguel Ángel perderam por 2 a 1 no Peru, devolveram o placar em Curitiba e garantiram a classificação após emocionante disputa nos pênaltis. O treinador vê semelhanças entre os times do Sporting Cristal e do The Strongest e espera um jogo "muito difícil" na noite de quinta-feira:
- É uma partida semelhante ao jogo contra o Sporting Cristal porque os dois times têm conceitos similares de jogo, com muita experiência, que jogam com o mesmo treinador há dois ou três anos e que têm a mesma base. Então, será uma partida muito difícil - analisou.
O jogo do Atlético-PR contra o The Strongest está marcado para 20h (horário de Brasília) de quinta-feira, na Vila Capanema.


Cruzeiro domina e vira na frente

Altitude, campo grande (110x70) e grama molhada. Essa combinação fez o Cruzeiro claramente evitar correria no começo de jogo. Fez bem. Ainda assim, logo aos três minutos, o time mineiro teve uma chance de gol. Egídio cruzou da esquerda, e Ricardo Goulart quase marca de cabeça. O Real Garcilaso apostava nas ligações diretas, mas encontrava a zaga brasileira bem posicionada. O baixinho Ramua, meia mais habilidoso do time, dava trabalho sempre que acionado.
O Cruzeiro conseguia chegar em cruzamentos pelo alto. Por duas vezes, Ceará alçou bolas que levaram perigo. Depois, o Cruzeiro ensaiou o gol na jogada de escanteio pela direita. Na primeira, o Garcilaso conseguiu encaixar contra-ataque e só parou dentro da área celeste. No segundo, aos 19 minutos, a forte bola aérea do Cruzeiro fez mais uma vítima. Dagoberto cobrou da direita, Bruno Rodrigo saiu de trás da barreira de cruzeirenses e apareceu livre no meio da área para cabecear com precisão, no ângulo. Cruzeiro abre o placar.
A Raposa mostrava maturidade. Tocava a bola, não se expunha, mas também não pressionava o adversário. Atrás do placar, os donos da casa até tentavam buscar o gol, mas mostravam falta de qualidade. O meia Ramua era o único mais atrevido. Tentou duas vezes de fora da área, mas não levou muito perigo. O terceiro chute do camisa 10 peruano, esse já de dentro da área, exigiu de Fábio uma boa defesa. O troco veio no finalzinho, com um chute na trave de Dagoberto. Sem um grande susto, e também sem muito esforço, o Cruzeiro levou a vantagem para o vestiário.

Virada
O segundo tempo começou e, com menos de um minuto, o Real Garcilaso quase empatou o jogo. A zaga do Cruzeiro falhou, Ferreira saiu na cara do gol, tocou na saída de Fábio, mas Dedé salvou, tirando um metro antes da linha de gol. O Garcilaso estava em cima, e chegou ao gol. O troco foi na mesma moeda. Aos seis minutos, após escanteio da esquerda, a bola foi desviada no primeiro poste e sobrou livre para o zagueiro Britez, que havia entrado no primeiro tempo de jogo, empurrar para o gol.
O Cruzeiro tentou sair mais para o jogo, mas sentiu o gol. Aos 16 minutos, a bola parada do Garcilaso fez efeito novamente. Ramua cobrou falta da esquerda, o goleiro Fábio saiu em falso, Huerta tocou para o meio da área e a bola sobrou limpa para Rodriguez empurrar para o gol.
Marcelo Oliveira fez mudanças. Colocou Tinga, Willian e Henrique em campo, e o Cruzeiro foi em busca do empate, mas não chegou realmente perto. O Garcilaso se recuou todo e marcava bem. Já o Cruzeiro vivia uma noite pouco inspirada, ameaçou em um chute de fora da área, dado por Lucas Silva, mas não conseguiu criar oportunidades claras.
O final de jogo teve ainda a mancha do racismo. Tinga, que entrou no segundo tempo, ouvia ruídos que remetiam a macacos toda vez que pegava na bola. Em campo, ninguém deu sinal de se incomodar com o absurdo.



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