22 de jan. de 2014

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Cai número de multados pela Lei Seca no Rio 

Apesar de o número de abordagens da Lei Seca ter aumentado de 2012 para 2013, a proporção de motoristas que foram multados por embriaguez diminuiu no ano passado no estado do Rio de Janeiro, segundo dados da Secretaria de Estado de Governo (Segov) do Rio. Esta é a primeira vez que o número de condutores autuados no estado cai desde 2009, quando começaram as operações. Das 363,4 mil pessoas abordadas nas operações de blitz de 2013 no Rio, 22,4 mil sofreram sanções administrativas em decorrência da Lei Seca – o que representa 6,2% do total. Já em 2012, o percentual foi de 9,3%: 32,7 mil autuações entre 351,4 mil motoristas. Desde o início de 2013, a Lei Seca ficou mais rígida. Foi estabelecida a tolerância de 0,05 mg de álcool por litro de sangue, o que equivale a menos de um copo de cerveja. No ano passado, os policiais aplicaram 317,6 mil testes de bafômetro no Rio. Para Paulo Cezar Ribeiro, professor de engenharia de transporte da Coppe-UFRJ (Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia, da Universidade Federal de Rio de Janeiro), embora a "rigidez da lei esteja adequada, é preciso uma fiscalização maior".
"Em função do valor da multa, a coibição é maior. Mas acho que a rigidez é adequada. Aumentando a fiscalização, é possível fazer com que a Lei Seca seja cada vez mais respeitada. Não há necessidade de torná-la mais rigorosa. As pessoas estão evitando dirigir. No meu círculo de amizades, por exemplo, vejo todo mundo usando táxi. As pessoas estão se adaptando a esses novos costumes", diz Ribeiro.
A proporção de motoristas autuados no Rio por embriaguez ou por terem se recusado a fazer o teste do bafômetro é a menor desde 2010, quando 14,4 mil (5,6%) de 259,8 mil condutores sofreram sanções administrativas. Em 2009, primeiro ano da operação no estado, 7,5% dos motoristas foram multados. Além das sanções administrativas, 962 pessoas no Rio ainda sofreram sanções criminais no ano passado – o equivalente a 0,26% do total. Em 2012, o percentual foi de 0,15%. Em comparação a 2013, a proporção de pessoas que responderam criminalmente pela Lei Seca no estado foi maior apenas em 2009, quando 640 (0,49%) de 129,7 mil motoristas sofreram sanções criminais.
EVOLUÇÃO DA OPERAÇÃO DA LEI SECA NO RIO DE JANEIRO
Ano                          Motoristas abordados                   Motoristas multados por embriaguez

2009                                   129.701                                                        9.671           
2010                                   259.823                                                       14.427
2011                                   259.541                                                       26.581  
2012                                   351.370                                                       32.735
2013                                   363.378                                                       22.384
Fonte: Secretaria de Estado de Governo do Rio de Janeiro

SP terá policial exclusivo para Copa do Mundo
Policiais do Gate durante treinamento no Metrô em outubro (Foto: Edu Silva/Futura Press)
Durante 62 dias, São Paulo  terá um grupo policial exclusiva para cuidar da segurança no mundial de futebol. De acordo com a PM, a partir de maio será criado o Comando de Policiamento para a Copa do Mundo. O modelo é inspirado no batalhão usado pela corporação de Minas Gerais na Copa das Confederações do ano passado. Apesar de a competição começar em 12 de junho, 3.840 policiais militares de batalhões de elite do Choque da PM paulista vão trabalhar ininterruptamente desde 18 de maio até 18 de julho (cinco dias após a final, que acontece no estádio do Maracanã, no Rio).
Homens do 2º e do 4º batalhões do Choque vão atuar de maneira preventiva e ostensiva a partir do entorno da Arena Corinthians, em Itaquera, Zona Leste. O estádio receberá seis partidas da Copa. A PM informou que não vai tolerar manifestações violentas ou bloqueios nas vias que levam até a arena. Como ocorreu durante os protestos de 2013, armas não letais, como gás lacrimogêneo, poderão ser usadas. “Por segurança, não serão permitidas, por exemplo, manifestações que atrapalhem o fluxo de torcedores ao estádio. Balas de borracha poderão ser usadas para coibir atos violentos”, disse o capitão Rodrigo Custódio Garcia, chefe da seção de relações institucionais da PM para grandes eventos. Para garantir a segurança dos turistas da Copa e dos paulistanos, a PM decidiu cassar os benefícios dos policiais. “De maio a julho não serão concedidas férias ou licenças prêmios”, afirmou Garcia. Em média, 10 mil PMs se afastam do trabalho num mês. Dessa forma, serão quase 20 mil policiais que deixarão de folgar durante a Copa. Agentes do interior de São Paulo também ajudarão a reforçar o efetivo, com cerca de 800 PMs transferidos temporariamente para atuar nas Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam).

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