
Era dezembro de 1999 e João estava prestes a entrar na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, pois havia passado no concurso público no início daquele mesmo ano. João foi aprovado e convocado para a segunda fase do concurso, em que era necessário ter agilidade e rapidez para passar no teste de digitação para o cargo de Operador de Telecomunicações, ele teve aulas de digitação com o pai que era professor de datilografia, durante um ano inteiro.
Um dia antes do teste da segunda fase do concurso o pai de João teve a ideia de o colocar para praticar em um computador da escola de informática que ficava próximo a casa onde viviam. No começo ele estava nervoso mas depois os dedos fluirão e João conseguiu digitar rapidamente. Já no dia do teste, ficou mais nervoso ainda, seu coração disparava no exato instante em que a instrutora o chamou para a sala do CECOR do Edifício Sede da DR/SPM, e foi neste momento que João se deparou com um computador desligado e então aumentou seu nervosismo, pois estava ainda no início da era digital e ele não sabia nem ao menos ligar um computador, já que teve experiência somente com maquina de escrever, e na escola de informática quando fez o teste no dia anterior, o micro já estava ligado. Então, solicitou que o seu colega ao lado ligasse o computador e também abrisse o Word para ele, ainda bem que o teste ainda não estava valendo, o que contava era a digitação. O colega fez tudo para ajudar João, tento quanto a ligar micro e abertura do word. Chega a hora do teste, ele digitava muito rapidamente e torcia para não errar na grafia, pois para corrigir demandava tempo também. O tempo acabou! Disse a instrutora. Mãos trêmulas e expectativa aumentando no momento em que João foi até a sala aguardar o resultado.
A maioria não teve resultado favorável, até que chegou a sua vez , João foi aprovado com boa média na digitação e apenas alguns erros, e a surpresa foi que o seu colega que o ajudou e parecia entender o básico da informática, que é ligar o computador e abrir o word, infelizmente não passou no teste. Hoje ele acredita muito que as coisas têm que acontecer e não há como evitar as surpresas que a vida nos dá. Ele está nos Correios há 13 anos, e guarda essa história como uma das grandes conquistas de sua vida.
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