24 de jul. de 2013

Papo de Boleiro





Quanto vale ter o Alex ?

Não pretendo tratar do quanto Alex rende esportivamente para o Coritiba – até então, dá para resumir em um título estadual, a co-liderança do Brasileiro e 19 gols na temporada. Também não me interessa calcular os dividendos obtidos pelo clube com a “exposição da marca”, se há impacto na obtenção de sócios, venda de camisas etc. Nem quero saber quanto o jogador fatura por mês. Deixemos de lado a numeralha. A abordagem aqui é do ponto de vista, digamos, transcendental da presença do apelidado Beiço no escrete alviverde. Tema dificílimo de ser examinado e pouco notado. O que me faz apelar para o lance do primeiro gol coxa-branca diante do Santos, no empate por 2 a 2, no domingo. O toque do camisa 10 por cima do goleiro Aranha transmite mais do que mil conjecturas ou planilhas. Para empurrar a esfera para as redes da Vila Belmiro, Alex despendeu uma quilocaloria, esforço suficiente para erguer um palito de fósforo, o mínimo para o máximo. Bateu nela com nojo, humilhou o oponente e fez do coxa-branca o torcedor mais orgulhoso do mundo naquele minuto do futebol domingueiro. Não há valor, preço ou “numerário”, como diria aquele lateral-esquerdo, que pague ter um cracaço desse no time – atualmente, ninguém tem um “à moda antiga” no Brasil. Como declarou logo após o empate no litoral paulista, Alex joga com a alegria de um piazão de 9, 10 anos. E está aí a essência do esporte. Impagável. A continuar nesse ritmo, mesmo beirando os 36 anos, há espaço na seleção brasileira para o carequinha. Quem sai? Qualquer um. Dos campeões da Copa das Confederações, dá para trocá-lo por um volante (Fernando), um meia (Jádson ou Lucas), um atacante (Leandro Damião ou Jô). Quem sabe, Felipão poderá redimir-se da sacanagem do Mundial de 2002, quando deixou de fora o antigo camarada de Palmeiras. Mas há ainda outro benefício em dispor de Alex, igualmente gigantesco e “intangível” – as aspas são porque abomino a expressão. Com a bola que vem jogando, o meia põe tudo em seu devido lugar no “organograma” do futebol. Técnicos e, principalmente, dirigentes, voltam a ser coadjuvantes, aparecem menos para dar entrevistas e, dessa maneira, nos poupam de besteiras. Protagonismo é para os craques. Posição de destaque assumida pelo atleta não apenas para assuntos de dentro de campo. O curitibano tem encarado algumas polêmicas fora das quatro linhas também. O que tem sido ótimo. Desde o retorno ao Alto da Glória, Alex cutucou a torcida, questionou o plano de sócios e a geografia do Couto Pereira, abordou até mesmo o grande rival Atlético. Com a autoridade de quem chama para si as broncas no gramado. E a finésse que lhe é peculiar. Viva Alex!

Apoiado pela esposa, marido de Ivete Sangalo assume nutrição da maratona

Daniel Cady, marido de Ivete Sangalo, no Mundial de Barcelona (Foto: Satiro Sodré / SSPress)
Quem vê o tímido e discreto nutricionista da maratona brasileira no Mundial de Esportes Aquáticos de Barcelona provavelmente nem imagina se tratar do marido de uma das maiores estrelas da música brasileira. Enquanto Ivete Sangalo gosta e está acostumada com os holofotes, Daniel Cady prefere ficar bem distante deles. Pelo menos no mundo da natação, no entanto, é o trabalho dele que está ganhando destaque. Estreando no comando da nutrição da seleção de águas abertas do Brasil, o baiano já ajudou nas conquistas das medalhas de Poliana Okimoto e Ana Marcela Cunha e ainda seguirá orientando o atletas do país nas provas de 5km por equipe, nesta quinta-feira, e 25km, no sábado. Tudo com o apoio e a torcida da cantora.
ivete sangalo namorado (Foto: Reprodução)- Ela se amarra. Aliás, se não fosse cantora, acho que seria atleta. Sempre quando tem alguma competição, de qualquer esporte, a gente acompanha pela televisão. Ela até ia vir, mas a data acabou batendo com a agenda dela. Ela queria ficar três dias aqui, queria ver as provas. Mas está acompanhando de longe, fica perguntando como foi - contou o nutricionista.Apesar de ser estreante na comissão técnica da seleção, o "encontro" de Daniel Cady com a maratona aquática foi no ano passado, quando começou a ajudar na preparação do nadador baiano Allan do Carmo. O trabalho do nutricionista acabou chamando a atenção da comissão técnica brasileira, que o convidou para orientar toda a forte equipe do país no Mundial de esportes aquáticos.- Essa é a minha primeira vez com a seleção. Está sendo legal para conhecer aqui o perfil de todos os atletas. Estou conseguindo identificar as características e preferências de cada um deles. Allan, por exemplo, tem uma desidratação absurda, já o Luiz Arapiraca, não. Estou achando o máximo. Está sendo uma experiência muito boa. 
Além de cuidar do que os atletas comem e bebem antes, durante e depois da prova, Daniel está fazendo um estudo de cada um deles. Para isso, tem observado suas preferências alimentares, além de pesá-los antes e depois da prova. O trabalho do nutricionista - além do de todos os integrantes da comissão técnica - e o talento dos maratonistas brasileiros já proporcionaram quatro medalhas em Barcelona na última semana. Poliana Okimoto foi ouro (10km) e prata (5km), enquanto Ana Marcela Cunha levou prata (10km) e bronze (5km). E mais pódios ainda podem vir nas águas abertas, com as provas de 5km por equipe, nesta quinta-feira, e 25km, no sábado. Mais uma vez, Ivete promete acompanhar de longe o Brasil em ação. No início da semana, a cantora até usou sua página no Facebook para mostrar sua torcida pelo marido e pelos atletas brasileiros e parabenizou Allan do Carmo pelo sétimo lugar nos 10km.
- Um viva para Allan Carmo, atleta brasileiro que está nadando forte e representando o Brasil lindamente. Um viva para a equipe toda, em especial meu marido @danielcady, responsável pela alimentação dos atletas - publicou.

Análise: chutão, marcação em linha e raros espaços no ferrolho do Olimpia

Frame - linhas de marcação do Olimpia (Foto: Editoria de arte)
Para não depender dos pênaltis, uma vitória por três gols de diferença separa o Atlético-MG do inédito título da Libertadores nesta quarta-feira. Mas a tarefa não será simples contra um adversário que só foi vazado tantas vezes assim numa única oportunidade na competição - 3 a 1 para o argentino Newell's Old Boys, na estreia - e que costuma abrir mão do ataque para armar um ferrolho quando atua fora de casa. Num esquema tático formado por duas linhas defensivas, com cinco jogadores na primeira e três na segunda, o Olimpia segurou o Fluminense nas quartas de final e o Santa Fé, da Colômbia, na semi, para chegar a sua sétima decisão do torneio. Só que a eficiente retranca paraguaia não fica imune a falhas e costuma passar por pequenos momentos de instabilidade durante os 90 minutos. E se não aproveitar... Que o digam os tricolores e colombianos.Os zagueiros Miranda, Manzur e Candia são titulares absolutos do técnico Ever Almeida e formam a espinha dorsal da primeira linha defensiva. A eles se juntam os alas Alejandro Silva pela direita e Benítez ou Salinas, que ficou sem contrato para jogar a semifinal mas renovou seu vínculo na última segunda-feira, pelo lado esquerdo. À frente do quinteto, o esquema continua com três volantes mesmo após a saída de Ortíz para o Toluca, do México. O setor agora tem Aranda, Pittoni e Giménez, que está gripado e pode dar lugar a Mazacotte na final. Além disso, os homens de frente, Salgueiro e Bareiro, dão o primeiro combate no meio de campo e fecham o ferrolho. Nesta tática, bolas rifadas são muito comun. - O Olimpia trabalha muito bem na defesa. Seu técnico é dos que pensam que, para garantir o poderio ofensivo, tem que começar dando segurança atrás. Candia, Manzur e Miranda são defensores fortes, experientes e rápidos. A fraqueza do setor passava pelas laterais, mas (Ever) Almeida conseguiu que a equipe superasse essa defifiência - contou Juan Carlos Flecha, do Diário "ABC Color", do Paraguai.

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