Bimotor cai em Almeirim, noroeste do Pará, e deixa mortos

Dez pessoas morreram após um acidente com um bimotor no município de Almeirim, na região noroeste do Pará. O acidente aconteceu por volta das 20h30 desta terça-feira (12) e o avião foi encontrado no início da manhã desta quarta-feira (13). A aeronave levava funcionários para a Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, no estado do Amapá, e caiu a 20 km do aeroporto de Monte Dourado. O avião modelo Embraer 821-Carajá, prefixo PT-VAQ, da companhia de táxi aéreo Fretax, fretado pela Cesbe (companhia de engenharia responsável pela construção da hidrelétrica), saiu de Belém às 19h, com dez pessoas a bordo – o piloto e mais nove trabalhadores da Cesbe. O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) realiza um mapeamento dos destroços do bimotor, encontrados numa região de mata de uma vila da região. As razões da queda da aeronave serão investigadas. Peritos do Instituto de Criminalística e auxiliares do Instituto Médico Legal (IML) foram enviados ao local do acidente para fazer a remoção dos dez corpos localizados. Em nota, a Fretax confirmou que dez pessoas morreram no acidente e lamentou o ocorrido com a aeronave de sua propriedade. A empresa disse que as causas serão apuradas. "No momento, a empresa está prestando total assistência aos envolvidos no sinistro, bem como tomará todas as providências junto aos seus familiares, que receberão todo suporte e informações necessárias. A aeronave encontrava-se plenamente aeronavegável e estava com todas as revisões atualizadas, e o tripulante com habilitação e exame médico válidos", informou a Fretax.
'Ficarei até a fumaça branca', diz fiel descalço e sob chuva no Vaticano

Em meio a uma Praça de São Pedro ainda vazia no inicio da manhã desta quarta-feira (13), com muito frio e uma chuva insistente em Roma, a figura de um homem idoso, descalço, vestido com sacos de juta ajoelhado e rezando, chamava a atenção. Massimo Coppo, de 64 anos, chegou na terça-feira (12) ao Vaticano e pretende ficar rezando em frente à Basílica de São Pedro ate o fim do conclave que elegera o novo Papa. “Ficarei até a fumaça branca”, disse ele nesta manhã.
Coppo mora em Assisi, na região da Úmbria, em uma comunidade de franciscanos que prega o voto de pobreza e a vida voltada para a oração. Formado em Ciências Agrárias, ele foi professor até os 32 anos, quando conheceu a comunidade. Até então, era protestante – foi apenas nessa idade que ele se descobriu católico e começou a empregar o que chama de vocação. “Conheci alguns homens em Perugia e percebi que já era católico. Foi quando abri mão de tudo, do trabalho, dos bens, para rezar, me dedicar a Deus.” Mesmo com o frio de cerca de 6ºC que fazia nesta manhã em Roma, além da fina chuva que deixava o ambiente ainda mais gelado, Coppo permanecia ajoelhado no chão de pedras, descalço. “Vim rezar, testemunhar essa importante eleição. É uma passagem difícil para a Igreja, milhões de católicos estão rezando. É um tempo belo, importante. O próximo Papa terá um peso muito grande.”
Articulado e bilíngue – o italiano morou nos Estados Unidos na juventude e fala bem inglês –, ele diz esperar um novo Papa que represente os seus ideais. “Queremos ajudar várias pessoas a entender como podemos ser pobres e felizes. É uma liberdade ser pobre. Os franciscanos gostam da pobreza, invejam quem é mais pobre do que eles”, afirmou. “Gostaria de ver um Papa mais pobre, um franciscano, um capuchinho. Um Papa que seja corajoso para reafirmar os fundamentos da fé católica, a eternidade.”Coppo mora em Assisi, na região da Úmbria, em uma comunidade de franciscanos que prega o voto de pobreza e a vida voltada para a oração. Formado em Ciências Agrárias, ele foi professor até os 32 anos, quando conheceu a comunidade. Até então, era protestante – foi apenas nessa idade que ele se descobriu católico e começou a empregar o que chama de vocação. “Conheci alguns homens em Perugia e percebi que já era católico. Foi quando abri mão de tudo, do trabalho, dos bens, para rezar, me dedicar a Deus.” Mesmo com o frio de cerca de 6ºC que fazia nesta manhã em Roma, além da fina chuva que deixava o ambiente ainda mais gelado, Coppo permanecia ajoelhado no chão de pedras, descalço. “Vim rezar, testemunhar essa importante eleição. É uma passagem difícil para a Igreja, milhões de católicos estão rezando. É um tempo belo, importante. O próximo Papa terá um peso muito grande.”
Ele diz que com seus atos de oração quer alertar o mundo para as mudanças recentes que ocorreram. “Muitos vivem um momento midiatico, e não se dão conta do tempo em que estamos. O mundo está seguindo rapidamente para seu fim, mas não falamos muito disso. Fatos no mundo apontam o colapso global e o retorno de Jesus”, disse o italiano, citando a renúncia de Bento XVI e o meteoro que deixou centenas de feridos na Rússia em fevereiro.
Após ser condenado a 80 anos, Beira-Mar volta para presídio
Após ser condenado a 80 anos de prisão na madrugada desta quarta-feira (13), o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, embarcou no Aeroporto Santos Dumont por volta das 8h em um avião do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) da Polícia Federal com destino a Catanduvas, no Paraná, onde continuará preso. Beira-Mar pegou a pena máxima por crime de homicídio qualificado ocorrido em 2002. A sentença foi lida no início da madrugada desta quarta, pouco depois da 0h30, pelo juiz Murilo Kieling, após ouvir decisão do júri presente no Tribunal de Justiça (TJ), no Centro do Rio, onde o julgamento foi realizado a partir das 14h de terça (12). Logo após o anúncio, o próprio Beira-Mar disse que vai recorrer. Beira-Mar, de 45 anos, terá que cumprir a sentença inicialmente em regime fechado, segundo o juiz. A pena foi dividida em 30 anos por cada homicídio, dos também traficantes Antônio Alexandre Vieira Nunes e Edinei Thomaz Santos, e mais 20 anos por tentativa de homicídio, de Adaílton Cardoso de Lima, que sobreviveu. O criminoso é acusado de ordenar os assassinatos de dentro da penitenciária de segurança máxima Bangu 1, onde estava preso na época. Os executores não foram identificados. Segundo o TJ, antes do julgamento, as condenações de Beira-Mar apenas no Rio somavam 69 anos e meio de prisão. No total, considerando também outros estados, eram 120 anos. Com o veredito desta terça, a soma vai a 200 anos. O traficante está preso desde 2002.Após ser condenado a 80 anos de prisão na madrugada desta quarta-feira (13), o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, embarcou no Aeroporto Santos Dumont por volta das 8h em um avião do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) da Polícia Federal com destino a Catanduvas, no Paraná, onde continuará preso. Beira-Mar pegou a pena máxima por crime de homicídio qualificado ocorrido em 2002. A sentença foi lida no início da madrugada desta quarta, pouco depois da 0h30, pelo juiz Murilo Kieling, após ouvir decisão do júri presente no Tribunal de Justiça (TJ), no Centro do Rio, onde o julgamento foi realizado a partir das 14h de terça (12). Logo após o anúncio, o próprio Beira-Mar disse que vai recorrer. Beira-Mar, de 45 anos, terá que cumprir a sentença inicialmente em regime fechado, segundo o juiz. A pena foi dividida em 30 anos por cada homicídio, dos também traficantes Antônio Alexandre Vieira Nunes e Edinei Thomaz Santos, e mais 20 anos por tentativa de homicídio, de Adaílton Cardoso de Lima, que sobreviveu. O criminoso é acusado de ordenar os assassinatos de dentro da penitenciária de segurança máxima Bangu 1, onde estava preso na época. Os executores não foram identificados. Segundo o TJ, antes do julgamento, as condenações de Beira-Mar apenas no Rio somavam 69 anos e meio de prisão. No total, considerando também outros estados, eram 120 anos. Com o veredito desta terça, a soma vai a 200 anos. O traficante está preso desde 2002. "Seus predicados pessoais e a predileção por atividades ilícitas renderam-lhe frutos. Ganhou status de maior criminoso nacional. A maldade bebe na maior parte o veneno que produz", disse o juiz durante a leitura da sentença. O promotor Marcelo Muniz Neves ficou satisfeito: "Dificilmente há coragem por conta do magistrado de impor a pena máxima. Mas, por conta das circunstâncias, não tinha como ser de outra maneira. Acho que dentro do que é possivel foi alcançado o que se pretendia".
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