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27 de fev. de 2013

Papo de Boleiro












Vitória do Galo pressiona São Paulo: 'É obrigação vencer', diz Ney

Após perder na estreia, o São Paulo não cogita qualquer outro resultado que não seja a vitória contra o The Strongest, nesta quinta-feira, às 21h30m, no Morumbi, pela segunda rodada da fase de grupos da Taça Libertadores. A goleada do Atlético-MG por 5 a 2 sobre o Arsenal, na Argentina, aumentou a pressão para que o Tricolor não cometa erros no confronto.
- É obrigação vencer. Não podemos nos dar ao luxo de procurar três pontos nos jogos fora de casa. Para classificar nesse grupo com quatro times, o princípio básico é ganhar dentro de casa – afirmou o técnico Ney Franco.
Com o triunfo no país vizinho, o Galo chegou aos seis pontos e encaminhou a classificação para as oitavas de final. Os bolivianos estão em segundo, com três, enquanto São Paulo e Arsenal dividem a lanterna do Grupo 3, com zero. Um triunfo nesta quinta, contudo, pode colocar o Tricolor já na segunda posição. Na rodada seguinte, recebe os argentinos, dia 7 de março, no Morumbi.
- Uma coisa que começa a se desenhar é o Atlético-MG se aproximando da classificação, tem um jogo em casa agora. Mais do nunca, isso nos obriga a vencer. Se tivesse vitória do Arsenal ou empate também ficaríamos com a obrigação de ganhar porque não podemos ficar para trás – ressaltou.
Ney Franco, aliás, fez elogios ao momento vivido pelo Galo, adversário que o São Paulo reencontrará na última rodada, dia 17 de abril, provavelmente no Pacaembu – o Tricolor perdeu o mando de campo de um jogo pelos incidentes na final da Copa Sul-Americana de 2012, contra o argentino Tigre.
- Acho que (o grupo) está nivelado. Não vejo surpresa. O Atlético-MG está em um momento muito bom, com um elenco de qualidade e jogadores que desequilibram. Além do Ronaldinho, o Bernard vem em grande momento. O Leandro Donizete, mesmo sendo um volante, foi o melhor em campo. Aliado a isso tem o belo trabalho do Cuca com um clube estruturado.


Veterano, Pereira deixa de lado as críticas de lento: 'Já cansei disso aí'

O zagueiro Pereira está na quinta temporada pelo Coritiba e nesse tempo já aprendeu a filtrar as críticas motivantes das que o irritam. Um dos comentários que sempre o acompanha é relacionado a sua velocidade na marcação dos jogadores adversários.
Com 33 anos de idade, Pereira é líder e um dos homens de confiança do técnico Marquinhos Santos, mas não é unanimidade entre os torcedores quando está em campo. Alguns preferem uma zaga formada por jogadores mais jovens e considerados mais rápidos.
A resposta de Pereira é dada durante os testes de velocidade, realizados no início do ano e em períodos específicos do ano. Entre todos os zagueiros alviverdes, o defensor se mostra o mais rápido, com o melhor desempenho. No ano passado, Pereira só perdeu para o zagueiro Demerson, que se transferiu para o Bahia.
A verdade é que Pereira deixou de lado o assunto e prefere não se incomodar com a fama. Ele citou que a mobilidade diminui em razão da estatura de 1,89 metro, mas argumenta que o mais importante é saber se posicionar.
- Já cansei disso aí. Não dou mais muita credibilidade. É óbvio que tenho a minha estatura, tenho meu porte físico. Mas aqui entre nós, se for analisar por aí, zagueiro é zagueiro. No caso do Dedé. Eu vi alguns lances do Rio, com vários gols que o Vasco tomou e é normal. Os atacantes sempre são mais velozes. Tem que saber os atalhos, a hora certa. Mas eu tiro de letra, isso é coisa pequena - argumentou.
Quando o assunto é aposentadoria, Pereira disse que não pensa em parar ainda. O zagueiro acredita que pode contribuir muito com o Coritiba, mas 'não precisa provar nada para ninguém'.
- Eu não penso em parar ainda não. Sempre procuro viver um dia após o outro. Eu não tenho que provar nada para ninguém. Mostrar, nós temos que mostrar, pois somos cobrados, mas provar não. Enquanto eu achar que tenho condições, vamos caminhando ainda.
Pereira é o atual titular da zaga do Coritiba, que atua com uma linha de três defensores. O próximo compromisso do Verdão é a disputa do título do primeiro turno, no próximo domingo, às 16h (de Brasília), contra o Londrina.



Tardelli volta a marcar pelo Galo: 'Na Libertadores tem gostinho especial'


Foram quase dois anos sem sentir o gostinho. Mas aos 29 minutos do primeiro tempo do jogo contra o Arsenal (ARG), em Sarandí, o atacante Diego Tardelli voltou a balançar as redes com a camisa do Atlético-MG. Em seguida, fez o tradicional gesto de metralhadora em direção à barulhenta torcida do Galo no estádio Julio Grondona. Foi dele o segundo gol na goleada de 5 a 2 em cima do time argentino.
A última vez que Tardelli marcou gol pelo clube foi na goleada por 8 a 1 sobre o Iapi, do Maranhão, na Arena do Jacaré, pela Copa do Brasil. Aquele foi, também, o último jogo do atacante pelo Galo, no dia 2 de março de 2011. O camisa nove atleticano foi vendido ao Anzhi (RUS), onde ficou por um ano e não saiu-se bem. Depois, foi vendido ao Al Gharafa (CAT), onde voltou a jogar bem e ficou até voltar ao clube mineiro, em janeiro.
O passe 'açucarado' dado pelo volante Leandro Donizete ajudou o atacante a vencer o goleiro Campestrini. Gol importante na vitória fora de casa pela Libertadores. Tardelli avaliou que, por ter sido na competição internacional, o gol teve um sabor diferente. E dividiu os méritos da vitória com os companheiros.
- Saiu. Graças a Deus foi mais rápido. E na Libertadores tem um gostinho especial. Mas o mais importante foi a vitória. O time está de parabéns, o time está jogando bonito, está encantando todo mundo. Acho que a gente não joga só bem dentro de casa, mas fora também.
Tardelli não se esqueceu de valorizar Leandro Donizete, que não titubeou ao fazer o passe para o gol, mesmo esta não sendo a ‘praia’ do volante.
- Tenho que agradecê-lo pelo belo passe que ele me deu. Isso prova que nosso time não tem egoísmo. E que está no caminho certo.
Depois de ter passado por times não tão qualificados como o atual do Atlético-MG, Diego Tardelli reconheceu que o Galo teve poder de superação. E avaliou que o time vai dar trabalho.
- Foi difícil. Tomamos o gol logo no começo. A experiência de cada jogador foi fundamental e contou muito nesse momento. Conseguimos empatar e virar e não levamos mais gols. O nosso time está muito bem.


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