
Inflação oficial acelera para 0,43% em julho, aponta IBGE
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou de 0,08% em junho para 0,43% em julho, segundo divulgou, nesta quarta-feira (8), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA é considerado a "inflação oficial" do país, por ser usada como base para as metas do governo.
A taxa do mês passado é a maior desde abril, quando ficou em 0,64%. Em julho de 2011, a inflação foi de 0,16%.
No ano, o indicador acumula variação de 2,76%, abaixo da taxa de 4,04% referente ao mesmo período de 2011, e, em 12 meses, de 5,20% – acima dos 4,92% relativos aos 12 meses imediatamente anteriores.
A inflação de julho foi puxada pelos preços de despesas pessoais e de alimentos - os dois tiveram variação de 0,91% e foram os que mais subiram em julho, de acordo com o IBGE. "Os alimentos, pela importância que têm no orçamento das famílias, foram responsáveis por 49,00% do índice do mês, detendo 0,21 ponto percentual".
No grupo de alimentos e bebidas, cuja taxa passou de 0,68% para 0,91%, o tomate apresentou alta de 50,33% em julho, após ter subido 11,45% em junho, exercendo o maior impacto, com 0,10 ponto percentual. No Rio de Janeiro, por exemplo, o preço do tomate quase dobrou de um mês para o outro, atingindo variação de 94,18%.
Já no grupo de despesas pessoais, cuja variação passou de 0,47% para 0,91%, os preços relativos aos serviços de empregado doméstico exerceram a principal influência, com alta de 1,37%, em julho, ante avanço menor no mês anterior, de 0,61%.
Também entra no cálculo do IPCA a variação dos preços relativos à habitação, que subiram de 0,28% para 0,54%, com os maiores impactos partindo dos preços de aluguel residencial (de 0,68% para 1,16%), condomínio (de 0,54% para 0,96%) e artigos de limpeza (de 0,23% para 0,50%).
No grupo de gastos com saúde e cuidados pessoais, os preços desaceleraram de 0,38% para 0,36%, com a alta dos preços de artigos de higiene pessoal passando de 0,44% em junho para 0,17% em julho.O grupo de transportes se manteve em queda, de -1,18% para -0,03%. Os automóveis, que haviam ficado 5,48% mais baratos em junho, mostraram estabilidade de preços no mês seguinte. Os combustíveis também seguiram em queda.
Quanto aos gastos relativos à residência, a variação passou de -0,03% para -0,01%. Os eletrodomésticos ficaram 0,22% mais caros em julho, depois de caírem 1,02% no mês anterior.
Nos artigos de vestuário, a variação foi de 0,04% em julho contra 0,39% de junho, quando a liquidação da estação estava se iniciando, segundo a pesquisa.
'Teles não têm razão para reclamar', diz ministro sobre suspensão
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira (8) que as empresas de telefonia celular punidas pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) com a suspensão de venda de chips por conta de aumento da queixas de clientes “não têm razão para reclamar.”
De acordo com Bernardo, a suspensão, que ele considera uma medida “adequada”, foi adotada depois de várias tentativas da agência de solucionar os problemas no setor por outras vias, como alertas e multas às operadoras.
“Me desculpem as empresas, mas elas não têm razão para reclamar [da punição da Anatel]. O consumidor tem que ser tratado muito bem, e isso é uma coisa que temos que cobrar sempre”, disse o ministro durante audiência no Senado que debate a qualidade do serviço de telefonia celular no Brasil.
“Apoiamos as medidas da Anatel, achamos que foram adequadas. A suspensão, apesar de severa, dura, até drástica, era importante. Foi adotada depois de várias e várias tratativas da Anatel, de vários alertas, de multas. Chegou num ponto que se avolumaram tanto as ocorrências que a Anatel tinha que tomar uma medida”, completou o ministro.
Manifestação de policiais rodoviários causa lentidão na Via Dutra, em SP

Uma manifestação de policiais rodoviários federais causava lentidão na Via Dutra, em Guarulhos, na Grande São Paulo, na manhã desta quarta-feira. Segundo a Nova Dutra, concessionária responsável pelo trecho, os motoristas enfrentavam 10 km de filas no sentido Rio de Janeiro da rodovia, entre o km 218 e o local do protesto, no km 208, por volta das 11h40. Já segundo a Polícia Rodoviária Federal, o congestionamento não passava de 4 km.
O protesto da categoria era feito por meio de uma blitz desde as 8h - veículos considerados suspeitos eram parados. Por volta das 10h, a fiscalização causou a interdição de duas faixas da pista no sentido Rio de Janeiro e um reflexo de 16 km de filas, segundo a polícia. Às 11h40, a pista estava liberada, mas deve ser novamente bloqueada a partir das 13h. A blitz deve seguir até as 15h.
Segundo Luiz Antônio Pereira da Silva, presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de São Paulo, a categoria pede mais segurança nas estradas e valorização e reestruturação da carreira. “Nós queremos conscientizar as pessoas de que, com uma polícia reestruturada, é a própria sociedade que sai ganhando. Está muito difícil cobrir tanta estrada com pouco afetivo e com a carreira desmotivada”, disse.
Ainda de acordo com Silva, a manifestação é nacional e está acontecendo em outros estados, como Rio de Janeiro e Paraná. Em São Paulo, cerca de 80 policiais participavam da fiscalização em Guarulhos, inclusive oficiais já aposentados.
Apesar da lentidão que a blitz estava provocando, o presidente do sindicato afirmou que o objetivo da manifestação não é que os motoristas sejam prejudicados, mas, sim, chamar a atenção para a causa da categoria. Ainda segundo Silva, os policiais estavam dando prioridade para ambulâncias e outros veículos de emergência.
Obrigado pela audiência

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