15 de ago. de 2012

Jornal do Almoço





Carreata de motoristas de vans tumultua tráfego no Centro do Rio

 Carreata de motoristas de van saem da Zona Norte para o Centro do Rio (Foto: Marcelo Carnaval/Agência O Globo)

A carreata de motoristas de vans tumultua o tráfego para quem segue em direção ao Centro do Rio, na manhã desta quarta-feira (15). Os cerca de 3.500 motoristas que estavam concentrados ao redor do estádio do Maracanã, na Zona Norte, seguem em direção ao Aterro do Flamengo, na Zona Sul.
Os motoristas de vans reivindicam um novo processo licitatório para a categoria, permissão para parar nos pontos de ônibus e para usar as faixas exclusivas, entre outras medidas.
O Centro de Operações Rio informa que por causa da manifestação o tráfego ficou interditado por volta das 10h50 pela passagem da carreata na Avenida Maracanã, na Avenida Radial Oeste e na Rua Professor Eurico Rabelo. A manifestação é organizada pelo Movimento em Defesa do Transporte Alternativo.
Ainda segundo o Centro de Operações, a carreata segue pela pista lateral da Avenida Presidente Vargas, no sentido Candelária, ocupando parcialmente a via. Manifestantes encontram-se na altura da Cidade Nova. O trânsito apresenta retenção ao longo das pistas sentido Centro da Praça da Bandeira e da Avenida Radial Oeste. O motorista que se desloca da Tijuca, em direção ao Centro, tem a Rua Haddock Lobo como melhor opção de rota.
Motoristas de van que participam de manifestação pararam em frente a Prefeitura do Rio por volta das 11h30,com carro de som e voltaram a fazer reivindicações. Eles pararam no local por uns 10 minutos e afirmaram que o governo não dá atenção aos motoristas de van. Segundo eles, deixar a faixa do BRS como exclusiva para ônibus é classificar as vans como transporte de segunda linha.
Já os motoristas que seguem pela Avenida Marechal Rondon, sentido Centro, devem optar pelo Túnel Noel Rosa para chegar ao Centro do Rio. Operadores da CET-Rio e agentes da Guarda Municipal acompanham a manifestação junto com policiais militares. Para evitar a carreata, motoristas são orientados a seguir pela Rua do Matoso, quando chegam à Praça da Bandeira.
De acordo com informações iniciais dos manifestantes, eles vão seguem pela Avenida Presidente Vargas e pela Avenida Rio Branco, até o Aterro do Flamengo. A programação do movimento prevê que os motoristas deixem os carro estacionados e sigam em passeata até a Cinelândia, no Centro do Rio.



Menina com alergia vive enrolada em bandagens e pode morrer com beijo

Isla Franks (Foto: Caters)

Uma menina inglesa de 6 anos tem uma alergia tão grave que poderia morrer com um simples beijo. Foi o que quase aconteceu quando a irmã de Isla Franks bebeu leite e horas depois encostou no rosto dela. Por essa enorme sensibilidade, o corpo inteiro da garota vive enrolado em bandagens.
A reação da criança a alérgenos como ovo, leite, trigo, grama, poeira e gato é tão grave que as roupas dela são mantidas em um freezer, para evitar uma eventual resposta a ácaros.
Isla foi diagnosticada com apenas seis meses de idade e, desde então, tem um armário especial onde seus alimentos são guardados – para evitar o contato com outras coisas.
Quando uma alergia ocorre, surgem erupções na pele da menina, que sente muita dor. Nesse caso, é colocada uma camada de curativos molhados por baixo dos secos, para aliviar o desconforto.
Segundo os pais, as pessoas acham que a filha se queimou e, por isso, usa as ataduras. A mãe revela que dorme com a garota para evitar que ela puxe as bandagens durante o sono.
Além disso, a criança deixa de participar de várias atividades que as amiguinhas normais fazem, como ir a uma festa, brincar fora de casa, praticar esportes e até sentar em um tapete, pois, se alguém comer algo a que ela é alérgica e depois tocar nela, pode ser fatal.
A mãe conta que, certo dia, Isla viu alguns colegas tomando sorvete e perguntou como era o gosto do alimento, o que partiu o coração da mulher. Mas ela também destaca que a menina é corajosa e sorridente, como dá para ver na foto acima.



STF conclui nesta quarta fase de defesa oral dos réus do mensalão



O Supremo Tribunal Federal (STF) conclui nesta quarta-feira (15) a fase de sustentações orais dos advogados de defesa dos réus do processo do mensalão. O tribunal ouviu até terça (14) advogados de 35 dos 38 réus.
Na décima sessão do julgamento, serão ouvidas as argumentações dos defensores de três acusados – José Luiz Alves, Duda Mendonça e Zilmar Fernandes.
Ex-assessor do ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto, também réu, Alves é acusado por lavagem de dinheiro. Ele sacou R$ 600 mil do esquema para Adauto, mas alega que apenas cumpria ordens do chefe.
O marqueteiro político Duda Mendonça admitiu em 2005, na CPI dos Correios, que recebeu pagamento não declarado, de paraísos fiscais, pelos serviços de campanha para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele diz que não sabia da origem supostamente ilegal do dinheiro.

Sócia de Duda, Zilmar Fernandes sacou R$ 1,4 milhão das contas de Marcos Valério e enviou os recursos para o exterior. Ela também alega que desconhecia de onde vinham os recursos.

Votos
Após o término das sustentações orais, será iniciada ainda nesta quarta uma nova fase no processo do mensalão, a dos votos dos ministros, que decidirão se os acusados são culpados ou inocentes das acusações feitas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
O primeiro a falar é o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que inicia a leitura do voto de mil páginas. A previsão é de que o voto dure de três a quatro sessões.
Durante o voto de Joaquim, será discutido um questionamento feito pelo defensor-geral público da União, Haman Tabosa de Moraes e Córdova, que pediu a nulidade do processo para o réu Carlos Quaglia, único defendido pela Defensoria Pública da União.
Em 2008, afirma a Defensoria, Quaglia teria informado a Suprema Corte sobre a substituição de seu primeiro advogado, que o assessorava desde o inquérito policial. Segundo o defensor público, apesar de o acusado ter anexado a procuração de seu novo defensor aos autos, o tribunal passou três anos e três meses intimando o antigo advogado para os interrogatórios.
A suposta falha só teria sido corrigida em 2010, após a conclusão da fase de instrução do processo. Com base no eventual prejuízo processual, Córdova requereu que todos os depoimentos envolvendo Quaglia e a ala do PP sejam refeitos.

Penas para os condenadosEm seu voto, Joaquim Barbosa vai indicar qual a possível pena para cada réu que ele considerar que seja culpado. Há expectativa de que a leitura do voto seja feita em blocos, conforme os crimes. Os 38 réus respondem a sete delitos diferentes: corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta de instituição financeira.
Além do início dos votos, deve ser realizada uma sessão administrativa nesta quarta (15) para discutir outros assuntos que não o mensalão. Os magistrados vão analisar a sugestão de Marco Aurélio de realizar sessões adicionais para julgar outros processos.

Voto de Peluso A ordem de votação dos ministros obedece o seguinte critério: primeiro o relator (Joaquim Barbosa); depois o revisor (Ricardo Lewandowski); e em seguida os demais ministros começando por aquele que tem menos tempo de tribunal (Rosa Weber) até chegar ao mais antigo, que é chamado de decano (Celso de Mello). O último a votar é o presidente do tribunal, Ayres Britto. Na ordem natural, Cezar Peluso seria o sétimo a votar, mas pode pedir para ser o terceiro.
Há dúvidas sobre a participação de Peluso na decisão sobre se 38 réus do processo devem ser absolvidos ou condenados. Para possibilitar a participação dele no julgamento, alguns ministros defendem a ampliação do número de sessões previstas para a segunda quinzena de agosto. Não está descartada a possibilidade de o tema ser discutido na sessão administrativa desta quarta.
No próximo dia 3 de setembro Peluso será aposentado compulsoriamente, uma vez que completa 70 anos. Pelo regimento, ele pode antecipar o voto aos demais ministros da corte depois que votarem o relator e o revisor.




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